Por Eng. Renato Castanho Savio Publicado em Atualizado em

Instalação de Bidê com misturador

Encanador instalando bidê de louça com misturador de água quente e fria em banheiro

O bidê parece uma louça sanitária simples, mas sua instalação reúne água quente, água fria, misturador, válvula e esgoto em um espaço pequeno — alguns centímetros errados podem complicar bastante o serviço.

O bidê é uma louça sanitária destinada principalmente à higiene íntima e tradicionalmente instalada ao lado da bacia sanitária. Durante muitas décadas foi um equipamento bastante comum nos banheiros brasileiros, principalmente em residências de médio e alto padrão.

Atualmente, perdeu espaço para as duchas higiênicas, que ocupam muito menos área e possuem instalação mais simples. Mesmo assim, muitas pessoas continuam preferindo o bidê pelo conforto de utilização, e ele permanece disponível em diferentes modelos e estilos.

Este artigo trata da instalação do bidê de louça com misturador de água quente e fria, incluindo as ligações hidráulicas, válvula de escoamento e sifão.

Assim como acontece com lavatórios e bacias sanitárias, sua instalação normalmente ocorre quando o banheiro está praticamente concluído. Piso e revestimentos já estão prontos, pintura finalizada e outros equipamentos começam a ser instalados. Nessa fase, o encanador precisa mudar a maneira de trabalhar: mãos, ferramentas e botinas devem estar limpas, e a louça deve ser manuseada com cuidado para não danificar aquilo que já ficou pronto.

Na fase de acabamento, fazer uma instalação correta não basta: é preciso terminar o serviço sem criar outros três para o pintor, azulejista e faxineiro.

O bidê precisa ser escolhido antes das instalações

Embora os bidês tenham aparência semelhante, existem diferenças de dimensões, posição dos furos, tipo de misturador e localização das conexões. Por isso, o ideal é escolher o modelo antes de executar os pontos hidráulicos.

Consulte o desenho técnico do fabricante e confira principalmente:

  • largura e comprimento da louça;
  • posição do ponto de esgoto;
  • posição dos pontos de água quente e fria;
  • distância entre os furos do misturador;
  • posição e quantidade dos parafusos de fixação;
  • espaço necessário ao redor da peça para utilização confortável.

Não copie simplesmente as medidas utilizadas no bidê instalado na casa do vizinho. Modelos diferentes podem possuir pontos de ligação em posições diferentes.

Depois que porcelanato e revestimento da parede estiverem concluídos, descobrir que o ponto de esgoto ficou alguns centímetros fora da posição correta transforma uma instalação simples em quebra-quebra.

Reserve espaço para utilizar o bidê

O fato de a louça caber fisicamente no banheiro não significa que haverá espaço suficiente para utilizá-la confortavelmente.

Normalmente o bidê é instalado próximo à bacia sanitária, e as duas peças precisam ter espaço lateral adequado para utilização, limpeza e manutenção.

Em banheiros compactos, faça uma simulação antes da compra. Marque no piso as dimensões da bacia e do bidê utilizando fita adesiva e observe o espaço restante para circulação.

Verifique também o arco de abertura da porta. Esse problema aparece frequentemente em banheiros pequenos: todas as louças cabem no desenho, mas depois da instalação a porta bate em uma delas antes de abrir completamente.

Também pense no posicionamento de toalheiros, papeleiras, armários e outros acessórios.

Uma planta pode mostrar que o bidê cabe no banheiro. Só uma análise de uso mostra se uma pessoa também cabe ao lado dele.

Confira os pontos considerando o banheiro acabado

As instalações hidráulicas são executadas muito antes da colocação das louças. Naquele momento, normalmente ainda não existem contrapiso final, porcelanato e revestimentos.

Por isso, todas as medidas precisam considerar o piso acabado e a parede acabada.

Antes da instalação do bidê, confira novamente:

  • posição do tubo de esgoto;
  • posição da água fria;
  • posição da água quente;
  • distância entre os pontos;
  • posição dos parafusos de fixação;
  • interferência com outras tubulações;
  • distância da bacia sanitária e das paredes.

Se a parede recebeu um revestimento mais espesso que o inicialmente previsto, ou se o piso acabou alguns centímetros acima da cota planejada, determinadas conexões podem precisar de ajustes.

É melhor descobrir isso antes de furar a louça, o porcelanato ou apertar qualquer conexão.

Louça sanitária é resistente no uso, mas frágil na instalação

Depois de instalado, um bidê suporta normalmente muitos anos de utilização. Durante o transporte, porém, uma pequena batida contra granito, concreto ou porcelanato pode lascar ou trincar a peça.

Mantenha a louça na embalagem até próximo do momento da instalação. Ao desembalar, examine cuidadosamente a superfície, principalmente ao redor dos furos do misturador, válvula e parafusos de fixação.

Não apoie a peça diretamente sobre entulho ou piso irregular. Utilize papelão limpo, manta ou outro material que proteja tanto a louça quanto o piso já acabado.

Na hora de apertar os parafusos, trabalhe gradualmente e alterne os pontos de fixação. O objetivo é imobilizar a peça, não utilizar a chave para descobrir o limite de resistência da cerâmica.

Água quente e fria: confira antes de ligar

O bidê tradicional com misturador recebe dois ramais de alimentação: água quente e água fria. Normalmente, seguindo a convenção utilizada nas instalações hidráulicas, a água quente fica do lado esquerdo e a fria do lado direito.

Antes de conectar o misturador, confirme qual ponto corresponde a cada rede. Não confie apenas na memória do encanador ou na posição aparente dos tubos.

Também é recomendável fazer uma pequena descarga das tubulações antes da instalação definitiva dos metais. Abra os registros por alguns instantes e deixe sair a água para remover areia, resíduos de obra, fragmentos de fita veda-rosca e outras partículas que possam estar dentro dos ramais.

Esses pequenos resíduos podem entrar no mecanismo do misturador e prejudicar vedações, registros e arejadores justamente no primeiro dia de uso.

Como funciona o misturador do bidê?

O misturador tradicional possui dois comandos: um controla a vazão de água fria e outro a água quente. As duas correntes se encontram internamente e permitem ao usuário ajustar a temperatura antes da utilização.

Dependendo do modelo, o conjunto pode incluir uma pequena ducha ou bica direcionável instalada na própria louça. Existem ainda modelos mais modernos com comandos diferentes, mas o princípio hidráulico permanece semelhante.

Antes da montagem, confira se o misturador adquirido é compatível com a quantidade, posição e diâmetro dos furos existentes no bidê.

Não force uma peça metálica para fazê-la entrar em um furo inadequado. Louça sanitária não possui nenhuma disposição para negociar alguns milímetros com o encanador.

Também verifique a pressão de funcionamento recomendada pelo fabricante. Pressão muito baixa pode prejudicar o desempenho do jato; pressão excessiva pode aumentar vazão, respingos e esforços sobre os componentes.

Cuidado com o retorno de água: alguns modelos de bidê possuem jato direcionado para higiene íntima, instalado próximo à região que pode entrar em contato com água utilizada. Nessas situações, é importante impedir que a água do aparelho retorne para a tubulação de alimentação. Confira no manual do bidê e do misturador se existe dispositivo de proteção contra refluxo integrado ou se o sistema exige proteção complementar. Uma válvula de retenção comum não deve ser considerada automaticamente equivalente a um dispositivo de proteção contra contaminação.

Monte os metais antes de fixar definitivamente a louça

Dependendo do modelo, algumas porcas e conexões do misturador ficam na parte inferior ou traseira da louça, justamente onde o acesso ficará difícil depois que o bidê estiver fixado no piso.

Por isso, antes da instalação definitiva, faça uma montagem preliminar. Verifique quais componentes podem ser instalados com a peça ainda afastada de sua posição final.

Monte o misturador, válvula e demais componentes conforme a sequência indicada pelo fabricante, tomando cuidado com arruelas, anéis e vedações.

Não aperte excessivamente as porcas metálicas contra a louça. Utilize as vedações fornecidas e faça o aperto apenas suficiente para manter o conjunto firme e estanque.

Planejar a sequência economiza muito tempo. Não existe nada particularmente divertido em descobrir que a porca que falta apertar ficou exatamente no espaço de três centímetros entre a louça e a parede.

Ligações flexíveis: pequenas peças que merecem atenção

Os pontos de água quente e fria podem ser ligados ao misturador por meio de engates flexíveis apropriados, conforme o sistema do fabricante.

Para água quente, o flexível precisa ser compatível não apenas com a pressão da instalação, mas também com a temperatura de trabalho.

Durante a montagem, não deixe os flexíveis:

  • excessivamente esticados;
  • torcidos;
  • esmagados entre a louça e a parede;
  • dobrados em curvas muito fechadas;
  • em posição que impeça futura substituição.

Se o comprimento disponível não for adequado, utilize um componente com a medida correta em vez de tentar esticar ou enrolar excessivamente o existente.

Flexíveis são componentes relativamente baratos e sujeitos a envelhecimento. Vale a pena instalar produtos de boa qualidade e deixá-los acessíveis para inspeção e futura manutenção.

Quando usar fita veda-rosca?

Nas conexões roscadas que exigem vedação na própria rosca, utilize fita de PTFE, conhecida como fita veda-rosca, ou o sistema de vedação indicado pelo fabricante.

A fita deve ser aplicada sobre a rosca limpa, acompanhando o sentido em que a peça será rosqueada. Assim, ao apertar a conexão, a fita tende a permanecer assentada em vez de se desenrolar.

Não coloque uma quantidade exagerada. Excesso de fita pode dificultar o encaixe e aumentar os esforços sobre conexões e peças metálicas.

Também é importante entender que nem toda conexão é vedada pela rosca. Engates e outros componentes podem utilizar anéis, arruelas ou juntas próprias; nesses casos, colocar fita onde ela não é necessária pode até prejudicar a vedação.

Observe o sistema de cada componente antes de transformar a fita veda-rosca em solução universal para qualquer vazamento.

Cuidado com o acabamento dos metais

Misturadores cromados, dourados, pretos e com outros acabamentos decorativos já são peças finais do banheiro. Não devem receber respingos de cimento, rejunte, produtos ácidos ou solventes utilizados em outros serviços da obra.

Evite utilizar alicates diretamente sobre superfícies aparentes. Quando for necessário segurar uma peça, utilize ferramenta adequada ou proteção para não marcar o acabamento.

Depois da instalação, mantenha os metais protegidos enquanto ainda houver outros profissionais trabalhando no banheiro.

Um misturador sofisticado pode custar muito mais que a mão de obra de instalação. Riscar a peça nova com uma chave inglesa nos últimos dias da obra é uma maneira particularmente eficiente de transformar acabamento em retrabalho.

A válvula de escoamento do bidê

A água utilizada no bidê precisa sair pela válvula de escoamento, instalada no furo existente no fundo da louça. Existem diferentes modelos, com acabamentos cromados, dourados e outras opções que podem acompanhar o padrão do misturador e dos demais metais do banheiro.

Alguns bidês possuem ladrão ou extravasor, que permite o escoamento da água caso a válvula esteja fechada e o nível dentro da louça suba excessivamente. Nesses modelos, a válvula e suas conexões precisam ser compatíveis com o sistema de extravasamento existente na própria peça.

Durante a montagem, observe cuidadosamente a posição das arruelas, anéis de borracha e demais vedações. Essas pequenas peças possuem funções específicas e devem ser instaladas na sequência indicada pelo fabricante. Aperto excessivo não melhora necessariamente a vedação e pode deformar os anéis ou, em situação extrema, danificar a própria louça.

Antes de considerar a válvula instalada, faça uma inspeção visual e confira se ela ficou centralizada, firme e sem folgas. Um pequeno vazamento nessa região pode permanecer escondido sob o bidê durante muito tempo.

Para que serve o sifão?

Assim como no lavatório, o sifão faz a ligação entre a válvula do bidê e a rede de esgoto. Sua função, porém, não é apenas conduzir a água: ele mantém uma pequena quantidade de água em seu interior, formando o chamado fecho hídrico.

Essa água cria uma barreira que impede o retorno dos gases e odores existentes na tubulação de esgoto para o banheiro. Sem um fecho hídrico funcionando corretamente, pode aparecer aquele desagradável cheiro de esgoto cuja origem nem sempre é fácil de identificar.

Dependendo do modelo do bidê e do espaço disponível, podem ser utilizados sifões rígidos ou ajustáveis, de plástico ou metal. Como grande parte da instalação fica escondida pela própria louça, a estética costuma ter importância menor que em um lavatório sem coluna. O mais importante é garantir boa vedação, formação correta do fecho hídrico e possibilidade de manutenção futura.

Evite deformar excessivamente sifões flexíveis ou criar várias curvas desnecessárias. Além de reduzir a qualidade da instalação, essas regiões podem favorecer o acúmulo de resíduos.

Faça uma montagem preliminar antes de furar o piso

Com misturador, válvula e componentes principais preparados, coloque o bidê provisoriamente na posição onde será instalado e confira novamente todas as medidas.

Observe se o esgoto encaixa corretamente, se os flexíveis alcançam os pontos de água sem ficarem tensionados, se existe espaço para as conexões e se a louça permanece na posição prevista em relação à parede e à bacia sanitária.

Somente depois dessa conferência marque os pontos de fixação no piso.

Antes de furar, tenha certeza de que não existem tubulações de água, esgoto ou conduítes elétricos passando exatamente sob os pontos escolhidos. Em uma obra nova, fotografias das instalações feitas antes do contrapiso e revestimento podem ser extremamente úteis.

Utilize broca compatível com o revestimento existente e trabalhe cuidadosamente para não trincar porcelanato ou cerâmica. Depois de atravessar o revestimento, a perfuração prossegue conforme o material da base e o sistema de fixação utilizado.

Furar primeiro e procurar a tubulação depois é uma sequência de trabalho que costuma terminar com o encanador tendo muito mais serviço do que esperava.

Fixação definitiva da louça

Depois de conferir todas as conexões e preparar as fixações, coloque o bidê em sua posição definitiva. Aperte os parafusos gradualmente e de maneira alternada, mantendo a louça corretamente apoiada sobre o piso.

Não utilize os parafusos para corrigir uma peça que está balançando porque o piso é irregular. A louça precisa possuir apoio adequado. Forçá-la contra uma superfície desnivelada cria tensões que podem resultar em trincas.

O aperto deve ser suficiente para impedir movimentações durante o uso, mas sem exageros. Entre parafuso e louça, utilize arruelas e elementos de proteção previstos no sistema de fixação.

Depois de fixada, confira novamente se a peça permanece alinhada e firme.

Acabamento entre o bidê e o piso

O encontro entre a base da louça e o piso precisa receber acabamento cuidadoso. Dependendo do sistema utilizado, pode ser feita uma vedação perimetral com material apropriado, como silicone sanitário, seguindo as recomendações do fabricante da louça e do produto de vedação.

Essa vedação ajuda a impedir que a água utilizada na limpeza do banheiro penetre sob a peça, onde permaneceria escondida e poderia acumular sujeira e produzir odores.

O acabamento deve ser discreto e contínuo, sem grandes excessos espalhados sobre o porcelanato. Retire imediatamente o material excedente conforme a técnica indicada para o produto.

Se houver vazamento proveniente das conexões hidráulicas ou do esgoto, porém, não tente resolver simplesmente enchendo a base do bidê com silicone. Vedação externa não substitui uma conexão interna corretamente montada.

Teste primeiro a água fria e depois a quente

Terminada a instalação, faça um teste completo antes de liberar o banheiro.

Comece abrindo lentamente o registro de água fria e observe todas as conexões. Depois faça o mesmo com a água quente. Acione os dois comandos do misturador separadamente e, na sequência, abra ambos para verificar a mistura e o controle da temperatura.

Observe principalmente:

  • conexões dos flexíveis;
  • ligações com os pontos da parede;
  • parte inferior do misturador;
  • registros e mecanismos;
  • eventuais conexões internas da bica ou ducha.

Passe um papel seco sobre as conexões. Uma pequena gota pode ser difícil de enxergar sobre uma peça cromada, mas aparece imediatamente no papel.

Verifique também se o jato possui direção e intensidade adequadas. Se houver pressão excessiva, respingos ou funcionamento anormal, investigue a causa antes de considerar o serviço terminado.

Agora teste a válvula e o esgoto

O teste do esgoto deve ser feito com uma quantidade razoável de água. Se a válvula permitir fechamento, tampe-a e deixe acumular água na louça. Isso aumenta a pressão sobre suas vedações e facilita a identificação de pequenos vazamentos.

Se o bidê possuir ladrão, ele também deve ser testado. Eleve cuidadosamente o nível da água até o extravasor começar a funcionar e observe se o escoamento ocorre corretamente.

Depois, abra a válvula e deixe todo o volume sair de uma só vez. Acompanhe a região do sifão e a ligação com o esgoto, procurando gotas ou sinais de vazamento.

Repita o teste algumas vezes. Uma instalação que não vaza com um copo de água pode apresentar problema quando recebe alguns litros de uma vez.

O melhor momento para descobrir um vazamento é antes de o encanador guardar as ferramentas e ir embora.

Cuidado com a temperatura da água

Como o bidê é utilizado diretamente para higiene corporal, o controle da temperatura merece atenção especial. A água quente deve chegar em condições que permitam uma mistura confortável com a água fria, sem risco de queimaduras.

Se a residência utiliza aquecedor central, boiler ou aquecedor de passagem, verifique a regulagem do sistema e o funcionamento do misturador antes da utilização normal.

Abra primeiro uma vazão moderada e faça o ajuste gradualmente. Não teste a temperatura colocando imediatamente a mão ou outra parte do corpo sob um jato que pode estar excessivamente quente.

Em residências com crianças, idosos ou pessoas com sensibilidade reduzida à temperatura, esse cuidado ganha importância ainda maior.

Bidê ou ducha higiênica?

O bidê perdeu espaço nas residências modernas principalmente porque ocupa uma área considerável do banheiro. Uma ducha higiênica instalada ao lado da bacia sanitária oferece função semelhante utilizando muito menos espaço.

Por outro lado, algumas pessoas consideram o bidê mais confortável. Ele também proporciona uma posição de uso própria e pode contar com mistura de água quente e fria integrada à louça.

Em banheiros grandes, a escolha é principalmente uma questão de preferência. Em ambientes pequenos, eliminar o bidê pode liberar uma área importante para circulação, armários ou uma bancada maior.

Se você está desenvolvendo uma obra nova, vale decidir isso ainda na fase das instalações hidráulicas. Retirar o bidê do projeto depois de todos os pontos executados deixa tubulações que precisarão ser tamponadas ou modificadas.

Reinstalação de bidê em reformas

Em reformas de banheiros antigos, é comum encontrar bidês de louça ainda em excelente estado. A cerâmica sanitária possui grande durabilidade e pode ser perfeitamente reutilizada se não apresentar trincas, lascas ou outros danos.

Antes da remoção, feche os registros de água quente e fria. Desconecte os flexíveis, sifão e demais conexões e, somente depois, solte os parafusos de fixação.

Se houver silicone ou outro material prendendo a base ao piso, corte a vedação antes de movimentar a peça. Não utilize a própria louça como alavanca para romper uma vedação endurecida.

Depois da retirada, examine cuidadosamente:

  • estado da louça;
  • furos de fixação;
  • misturador;
  • válvula;
  • sifão;
  • flexíveis;
  • anéis e vedações;
  • parafusos e buchas.

Uma louça antiga pode continuar em uso durante décadas, mas isso não significa que todos os componentes instalados junto com ela também devam ser reaproveitados. Flexíveis envelhecidos, vedações ressecadas e sifões deteriorados possuem custo relativamente pequeno e são bons candidatos à substituição durante a reforma.

O revestimento novo pode mudar todas as medidas

Se a reforma instalar porcelanato sobre o piso antigo, a cota do piso acabado ficará mais alta. Se um novo revestimento for aplicado sobre a parede existente, a superfície também avançará alguns milímetros.

Essas diferenças parecem pequenas, mas podem alterar o alinhamento entre o bidê e:

  • ponto de esgoto;
  • pontos de água quente e fria;
  • furos de fixação;
  • distância da parede;
  • posição dos flexíveis.

Por isso, antes de reinstalar a louça antiga, meça tudo novamente considerando as novas superfícies acabadas.

Não tente resolver grandes diferenças forçando sifões ou flexíveis. Se a reforma modificou as cotas, faça as adaptações hidráulicas necessárias antes da reinstalação.

Aproveite a reforma para modernizar os metais

Um bidê antigo em bom estado não precisa necessariamente voltar ao banheiro com o mesmo misturador instalado décadas atrás.

A reforma pode ser uma boa oportunidade para instalar novos metais, desde que sejam compatíveis com os furos e dimensões da louça existente.

Antes da compra, meça cuidadosamente as furações e verifique o sistema de montagem. Modelos antigos podem possuir padrões diferentes dos metais atuais.

Também considere a disponibilidade futura de peças de reposição. Misturadores de fabricantes conhecidos normalmente oferecem maior facilidade para encontrar vedantes, mecanismos, acabamentos e outros componentes depois de alguns anos.

Louça sanitária pode durar muitas décadas; mecanismos hidráulicos, naturalmente, precisam de manutenção ao longo desse período.

Pense na manutenção futura

O espaço ao redor e atrás de um bidê é limitado, mas algum dia poderá ser necessário substituir um flexível, reparar o misturador, limpar o sifão ou corrigir um pequeno vazamento.

Por isso, durante a instalação, evite esconder conexões de forma desnecessária ou criar montagens que só possam ser desmontadas quebrando revestimentos.

Registros setoriais para o banheiro também facilitam muito a manutenção. Se houver um problema no bidê, é bastante mais confortável fechar apenas a água daquele ambiente do que interromper o abastecimento da casa inteira.

Depois da instalação, guarde o manual e, se possível, anote fabricante e modelo do misturador. Uma fotografia da parte inferior e das conexões antes da fixação definitiva também pode ajudar bastante em uma manutenção futura.

Na construção, uma instalação realmente boa não é apenas aquela que funciona no dia em que ficou pronta; é aquela que continua permitindo reparos quando alguma peça envelhecer.


Resumo

  • Escolha o modelo do bidê antes de executar definitivamente os pontos hidráulicos.
  • Confira as dimensões e posições das conexões no desenho técnico do fabricante.
  • Reserve espaço suficiente para utilização, circulação e limpeza ao redor da louça.
  • Verifique o arco de abertura da porta em banheiros pequenos.
  • Todas as medidas devem considerar piso e paredes acabados.
  • Manuseie a louça cuidadosamente para evitar trincas e lascas.
  • Não aperte excessivamente parafusos, porcas ou componentes contra a cerâmica.
  • Confirme os pontos de água quente e fria antes de instalar o misturador.
  • Faça uma pequena descarga dos ramais para retirar resíduos antes de conectar os metais.
  • Monte previamente os componentes de difícil acesso antes de fixar a louça.
  • Utilize flexíveis compatíveis com pressão e temperatura da água.
  • Não deixe flexíveis esticados, torcidos ou esmagados.
  • Utilize fita veda-rosca apenas nas conexões cuja vedação realmente ocorre pela rosca.
  • Proteja os acabamentos dos metais contra ferramentas, cimento, rejunte e produtos químicos.
  • Instale válvula de escoamento compatível com o modelo da louça e com eventual ladrão.
  • O sifão deve formar um fecho hídrico para impedir o retorno de gases da rede de esgoto.
  • Faça uma montagem preliminar antes de marcar e furar o piso.
  • Antes de perfurar, verifique se não existem tubulações ou conduítes sob os pontos de fixação.
  • Fixe a louça sem utilizar os parafusos para compensar irregularidades do piso.
  • Faça acabamento adequado entre a base do bidê e o piso.
  • Teste separadamente água fria e quente e depois o funcionamento do misturador.
  • Encha a louça e descarregue um volume maior de água para testar válvula, sifão e esgoto.
  • Se houver ladrão, teste também o extravasamento.
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