Estrutura em concreto armado
O volume de concreto estimado inclui a estrutura e as fundações rasas.
- Estrutura
- Fundações rasas
- Aço para a estrutura
- Formas para a estrutura
Estime a quantidade de materiais antes de desenvolver os projetos executivos.
Ideal para estudo preliminar, análise de viabilidade, comparação de cenários e planejamento por etapas. Quer saber mais?
Informe dados de seu projeto para obter uma estimativa preliminar de materiais para a construção.
Corrija os itens abaixo antes de calcular:
O volume de concreto estimado inclui a estrutura e as fundações rasas.
Estes valores servem para estudos iniciais de quantidade e custo. As quantidades reais dependem dos projetos arquitetônico e estrutural, características do solo e demais particularidades da obra.
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Criar Minha ObraIndicadores úteis para estimar fundações, superestrutura, formas e aço.
Estrutura convencional em concreto armado, com vãos entre pilares de 3 a 4m, consome em média 0,18 m³ por 1 m² de área construída. Esta estimativa não inclui fundações e vigas baldrames, apenas a superestrutura.
Exemplo: 100m² de área construída → aproximadamente 18m³ de concreto.
Para residências térreas com fundações rasas (sapatas ou brocas com baldrame), o consumo típico fica entre 0,05 e 0,08 m³ de concreto por m² de área construída.
Exemplo: 100m² → aproximadamente 5 a 8 m³ de concreto.
Um consumo usual de aço em superestrutura (pilares, vigas e lajes) é de 70 a 100 kg por m³ de concreto.
Exemplo: 10m³ de concreto → aproximadamente 700 a 1.000kg de aço.
Em estrutura convencional, cada 1 m³ de concreto consome em torno de 12 m² de formas.
Exemplo: 10m³ → aproximadamente 120 m² de formas.
Conversão prática por barra reta de 12m, útil para orçamento preliminar e compra em depósitos pequenos.
Exemplo: 40 barras de 10 mm → aproximadamente 296 kg.
Exemplo de telas padronizadas em painel de 2,45 x 6,00 m = 14,70 m².
Exemplo: 65 kg de tela Q138 correspondem a aproximadamente 29,5 m².
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Parâmetros rápidos para coberturas leves, mezaninos e estimativas iniciais.
Para coberturas leves com treliças metálicas: 15 a 20 kg/m², dependendo de vãos, cargas, tipo de telha e detalhamento. Esta estimativa não inclui pilares, apenas a estrutura principal de apoio da cobertura.
Exemplo: 100m² → aproximadamente 1.500 a 2.000 kg de aço.
Para uma sobrecarga em torno de 200 kgf/m², um consumo preliminar razoável é de 25 a 30 kg/m².
Exemplo: 100m² → aproximadamente 2.500 a 3.000 kg de aço.
Na fase preliminar, comece estimando o peso total do aço. Depois, some pintura, parafusos, chapas de base, solda, montagem e içamento quando existirem.
Em estruturas pequenas residenciais, o erro mais comum é orçar apenas o perfil principal e esquecer peças secundárias, contraventamentos, terças, calhas, rufos e mão de obra de montagem.
Índices práticos para paredes, revestimentos e consumo de argamassa.
Para alvenaria de blocos cerâmicos ou blocos de concreto, o consumo médio de argamassa de assentamento varia entre 18 e 25 litros por m² de parede.
Exemplo: 10m² → aproximadamente 180 a 250 litros de argamassa.
Considerando espessura média de 2 cm, o consumo típico de argamassa para reboco é de aproximadamente 20 litros por m².
Exemplo: 10m² → aproximadamente 200 litros de argamassa.
Na fase preliminar, o caminho correto é estimar primeiro a área total de paredes, depois calcular blocos, argamassa de assentamento, chapisco, reboco e pintura.
Quando o projeto ainda não existe, uma boa estratégia é usar relações entre área construída e área de alvenaria, ajustando conforme a tipologia do imóvel.
Valores médios utilizados por orçamentistas:
Casa popular (cômodos pequenos, maior compartimentação):
Entre 2,2 e 2,8 m² de parede para cada 1 m² de área construída
Padrão médio (distribuição equilibrada):
Entre 1,8 e 2,2 m² de parede por 1 m² de área construída
Alto padrão (cômodos maiores, ambientes integrados):
Entre 1,2 e 1,8 m² de parede por 1 m² de área construída
Exemplo prático:
Uma casa de 100 m² padrão médio → aproximadamente 180 a 220 m² de paredes
Observação: esses valores consideram paredes internas e externas, pé direito de 2,70m,sem descontar vãos de portas e janelas. Para estudos preliminares, essa simplificação é intencional e segura.
Custos técnicos, proporcionalidade entre insumos e parâmetros que ajudam na viabilidade.
Em residências, considerando uma sobrecarga de 150kg/m², lajes maciças de concreto armado geralmente possuem espessura entre 8 e 10 cm, dependendo do vão livre.
Em projetos residenciais convencionais, a área de banheiros costuma representar entre 5% e 8% da área construída total.
Valores acima dessa faixa tendem a elevar o custo global por metro quadrado.
Como referência preliminar, você pode testar as seguintes faixas:
Em obras pequenas, esses percentuais podem ficar maiores, porque vários custos fixos acabam sendo diluídos em uma base menor.
Em edificações usuais, uma referência inicial bastante usada é:
Essa relação muda conforme padrão de acabamento, industrialização da obra, complexidade estrutural e região.
Observação importante: os índices desta página não substituem projeto estrutural, arquitetônico ou orçamento executivo. Eles servem para estudos preliminares, comparação de cenários e organização financeira inicial.
Os índices apresentados nesta página nasceram da prática de orçamento preliminar. Eles são úteis quando o empreendedor ainda não possui todos os projetos desenvolvidos, mas já precisa responder perguntas objetivas: quanto concreto vou precisar, quantos quilos de aço devo prever, quantos metros quadrados de forma podem entrar no custo e qual a ordem de grandeza dos serviços técnicos que acompanham a obra.
Esses parâmetros não surgem de um único projeto. Eles resultam da repetição de soluções construtivas usuais, da comparação entre obras semelhantes, da leitura de quantitativos executivos já encerrados e da experiência acumulada de profissionais que precisam transformar pouca informação em uma estimativa inicial consistente. Em outras palavras: não são números “exatos”, mas são números úteis.
Imagine uma residência com 120m² e orçamento apertado. No primeiro ano, o proprietário quer executar apenas as fundações. No segundo, pretende avançar para a superestrutura.
Pelos índices desta página, uma fundação rasa residencial consome cerca de 0,05 a 0,08 m³ de concreto por m². Para 120m², isso indica algo entre 6,0 e 9,6 m³ de concreto apenas nas fundações.
Já a superestrutura em concreto armado consome cerca de 0,18 m³ de concreto por m². Para 120m², chegamos a aproximadamente 21,6 m³ de concreto. Aplicando a taxa média de armadura de 70 a 100 kg/m³, a necessidade estimada de aço fica entre 1.512 e 2.160 kg. Para as formas, usando o índice de 12 m² por m³ de concreto, obtemos cerca de 259 m² de formas.
Perceba como, antes mesmo do projeto estrutural, já é possível organizar financeiramente a obra por etapas:
O custo exato dependerá do tipo de solo, da bitola adotada, do reaproveitamento de formas, do preço local do concreto e da mão de obra. Com esses quantitativos em mãos, o próximo passo é entrar nas páginas Fundações e Estrutura do Mestre de Obra para transformar essa pré-estimativa em uma composição de custo mais próxima da realidade.
Agora imagine uma garagem residencial com 30m² de cobertura metálica leve. Usando o índice desta página, uma estrutura desse tipo costuma consumir entre 15 e 20 kg/m² de aço.
Isso significa uma necessidade preliminar entre 450 e 600 kg de aço. Se a estrutura tiver pouco recorte, sem pilares especiais e com telha leve, o valor tende a ficar próximo da faixa inferior. Se houver vãos maiores, pilares, mãos francesas, calhas robustas e reforços localizados, a tendência é subir.
Na prática, esse raciocínio já ajuda o usuário a pedir cotação com mais segurança. Em vez de dizer apenas “quero cobrir minha garagem”, ele já pode informar ao serralheiro ou fornecedor que está trabalhando com uma referência preliminar de meia tonelada de aço, mais telhas, pintura e montagem.
O maior valor desta página está em permitir que o usuário enxergue a obra antes do projeto completo. É exatamente isso que um bom pré-dimensionamento faz: reduz a incerteza, organiza o planejamento e evita decisões financeiras no escuro.