Olá, Mylena!
Essa diferença entre os valores apresentados pelo empreiteiro e pelo engenheiro é bastante comum, principalmente nesta fase em que você ainda possui apenas um rascunho da planta. Sem os projetos completos, qualquer valor deve ser entendido como uma estimativa inicial, e não como um orçamento definitivo.
Um bom ponto de partida é o CUB – Custo Unitário Básico da Construção, calculado mensalmente pelos Sinduscons de cada estado. Como sua obra será em Cotia, a referência adequada é o CUB de São Paulo. De forma simplificada, utiliza-se a área da construção, o padrão da edificação e o valor do CUB correspondente para chegar a uma primeira estimativa.
Porém, existe um cuidado importante: multiplicar simplesmente os 220 m² pelo CUB publicado pelo SindusCon-SP não significa obter o custo total da sua casa. O próprio conceito do CUB possui limitações e diversos gastos necessários à realização da obra não estão integralmente contemplados nesse cálculo.
Entre eles podem estar projetos, levantamento topográfico, sondagem do solo, fundações especiais, taxas legais, muros, portões, calçadas, pisos e áreas externas, ligações de serviços públicos..., além de outros itens que dependem das características específicas do terreno e do projeto.
Por esse motivo, o Mestre de Obra desenvolveu índices complementares para a estimativa pelo CUB, procurando aproximar o resultado do custo efetivamente esperado para a construção. A ferramenta permite considerar características da obra que uma simples multiplicação da área pelo CUB não consegue representar.
No seu caso, com uma residência de 220 m² em Cotia/SP, você já pode utilizar a calculadora para obter uma primeira referência de investimento, mesmo antes de possuir todos os projetos. Conforme o projeto evoluir e as informações ficarem mais precisas, a estimativa poderá ser refeita.
Se você criar uma obra na seção Minha Obra, poderá salvar os cálculos e estimativas realizados. Isso é interessante para consultar posteriormente os valores e acompanhar a evolução das estimativas durante o desenvolvimento do projeto.
Quanto à diferença entre o valor informado pelo empreiteiro e pelo engenheiro, vale verificar exatamente o que cada um incluiu na estimativa. Muitas vezes o empreiteiro está considerando principalmente os serviços e materiais diretamente relacionados à execução da construção. O engenheiro normalmente possui uma visão mais global do empreendimento e pode incluir despesas que não fazem parte diretamente dos serviços do empreiteiro, como projetos, sondagem, taxas, documentação, acompanhamento técnico e procedimentos para obtenção do Habite-se.
Por isso, antes de comparar dois valores, procure comparar também o escopo considerado em cada estimativa.
Nesta fase, utilize o CUB para definir uma ordem de grandeza do investimento e avaliar a viabilidade da construção. Depois dos projetos arquitetônico, estrutural e de instalações estarem definidos, o ideal é evoluir para um orçamento detalhado por serviços e quantidades. Quanto maior o nível de definição do projeto, menor tende a ser a incerteza da estimativa.
Equipe do Mestre de Obra