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Dicas do Mestre

Remoção de divisórias

 Remoção de Divisórias

A desmontagem de divisórias de escritório — sejam elas de madeira, MDF, PVC, alumínio, drywall ou sistemas modulares com vidro — é um serviço comum em reformas corporativas, mudança de layout ou desocupação de imóveis comerciais. Apesar de parecer um trabalho simples, exige técnica, planejamento e cuidados específicos para evitar danos às peças, ao imóvel e aos usuários do edifício.

O processo normalmente envolve a retirada de painéis, portas, perfis de fixação, rodapés, bandeiras e painéis envidraçados. Quando o objetivo é o reaproveitamento das divisórias em outro local, a desmontagem deve ser realizada de forma criteriosa, retirando peça por peça sem deformar perfis ou riscar superfícies. Painéis de vidro exigem atenção redobrada: devem ser manuseados com ventosas apropriadas, apoiados em cavaletes revestidos e transportados com cuidado para evitar trincas ou estilhaçamento.

Outro ponto fundamental é a atenção às instalações elétricas que possam estar embutidas nas divisórias. Em muitos escritórios, tomadas, interruptores, pontos de rede, conduletes e cabos passam pelo interior dos painéis. Antes de iniciar a desmontagem, é indispensável desenergizar o circuito correspondente no quadro elétrico e identificar todos os pontos de alimentação. Os cabos devem ser removidos com cuidado, evitando cortes acidentais, curtos-circuitos ou danos às tubulações existentes. Quando houver necessidade de manter a rede elétrica ativa para realocação futura, todos os condutores devem ser isolados, etiquetados e organizados para evitar confusão na etapa de remontagem. Caso haja dúvidas sobre a integridade ou origem dos circuitos, recomenda-se a presença de um eletricista qualificado durante toda a operação.

Após a desmontagem, todas as peças devem ser catalogadas, embaladas e protegidas com papelão, manta ou plástico-bolha. O acondicionamento correto é fundamental para garantir que o material possa ser reinstalado no futuro sem avarias. Perfis de alumínio ou aço não devem ser amassados ou entortados, pois isso inviabiliza a montagem posterior. As portas devem ser mantidas em posição vertical para evitar empenamento.

Em edifícios comerciais, corporativos ou de uso misto, é indispensável seguir as regras do condomínio. Antes de iniciar os trabalhos, o responsável deve consultar o Regimento Interno para verificar:

  • horários permitidos para execução de serviços com ruído;
  • necessidade de autorização formal da administração;
  • procedimentos para uso de elevadores de serviço;
  • locais permitidos para carga e descarga;
  • áreas designadas para armazenar temporariamente o material desmontado;
  • normas de proteção do piso, rodapés, portas e halls de circulação.

Alguns condomínios exigem ainda apresentação de ART ou RRT (responsabilidade técnica) para execução de serviços de reforma e retirada de divisórias, especialmente quando envolvem vidros ou interferências em sistemas prediais. O não cumprimento dessas exigências pode impedir a liberação da obra ou gerar multas.

A equipe recomendada para esse tipo de serviço é composta por carpinteiros, montadores de divisórias e serventes. O transporte das peças deve ser feito em veículos adequados, preferencialmente utilitários com amarrações e proteção interna. Em caso de descarte definitivo, as peças devem ser encaminhadas para reciclagem ou ecopontos, evitando descarte irregular de vidro, MDF ou metais.


Observações adicionais:

  • Em desmontagens com reaproveitamento, fotografe as etapas da retirada para facilitar a montagem futura.
  • Vidros laminados ou temperados devem ser manuseados exclusivamente por profissionais experientes.
  • O valor total do serviço pode variar conforme a quantidade de divisórias, altura dos painéis, existência de bandeiras envidraçadas e distância entre obra e local de armazenagem.
  • Em edifícios com controle de acesso, cadastre antecipadamente os profissionais para evitar atrasos.
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Nota ao Usuário

As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.

Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).

Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.

O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.

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