Calcule o custo do serviço para sua obra
Escolha o serviço preliminar abaixo, informe a quantidade e clique em CALCULAR para ver o custo.
Quer salvar seus cálculos no Minha Obra? Faça login e selecione uma obra antes de começar.
Estimativa de Custo
Você pode calcular sem fazer login, mas os resultados não são salvos. Para guardar seus cálculos, entre na sua conta e selecione uma obra antes de calcular.
Sua estimativa de custo, materiais e mão de obra será exibida aqui após o cálculo.
A lista de compras e ferramentas necessárias aparecerá logo abaixo.
Para visualizar tabelas extensas com mais conforto, gire o celular na horizontal.
Dicas do Mestre
Cuidados necessários na demolição de concreto armado.

O segredo da demolição de concreto armado não é usar um martelete maior: é descobrir o que sustenta a peça, como ela será retirada e para onde seu peso será transferido durante o serviço. Uma laje, viga ou pilar pode parecer um elemento isolado, mas normalmente participa do equilíbrio de toda a construção. Por isso, a sequência de remoção importa tanto quanto o equipamento utilizado.
O concreto armado reúne concreto e barras de aço. Romper o concreto não significa que a peça esteja solta: as armaduras podem continuar ligando o trecho aos elementos vizinhos. Se o aço for cortado sem prever o peso e a estabilidade do fragmento, ele pode cair ou girar inesperadamente.
1. Primeiro descubra o que será demolido
Antes de começar, identifique se o serviço envolve piso apoiado no solo, laje suspensa, viga, pilar, escada, parede estrutural ou fundação. Essas situações exigem cuidados muito diferentes. Um piso de concreto apoiado diretamente sobre o terreno costuma ser mais simples de remover, mas pode esconder tubulações, cabos, redes de drenagem ou elementos de fundação.
Já uma viga ou laje pode estar sustentando paredes, coberturas, reservatórios e outros pavimentos. A retirada modifica o caminho das cargas e pode afetar áreas distantes do ponto demolido. Não confunda ausência de trincas com garantia de segurança estrutural.
Nas intervenções estruturais, o plano de demolição deve definir o que pode ser retirado, em qual ordem, onde serão colocados escoramentos e como cada trecho será sustentado até sua remoção. O responsável técnico precisa avaliar também os elementos que permanecerão na obra.
2. Planeje a sequência antes de ligar o martelete
Planeje a sequência da demolição: antes de utilizar marteletes ou equipamentos de corte, identifique os elementos que serão removidos, as partes da estrutura que permanecerão e as instalações próximas. Defina como os fragmentos serão sustentados e retirados, evitando quedas inesperadas e acúmulo de entulho sobre lajes. Mesmo na demolição de pisos apoiados diretamente sobre o solo, verifique a existência de tubulações enterradas e organize o isolamento da área de trabalho. Nunca corte armaduras que ainda estejam sustentando fragmentos de concreto sem controlar previamente sua movimentação.
O erro mais perigoso é começar rompendo a peça sem saber como ela ficará apoiada. Em uma laje suspensa, por exemplo, não se deve cortar uma faixa inteira e deixar um painel pesado pendurado apenas pelas barras de aço. O serviço deve seguir uma sequência previamente definida, com trechos de tamanho e peso compatíveis com o método de retirada.
Antes da execução, confira os escoramentos provisórios, os acessos, a área isolada e o destino do entulho. Retire ou proteja previamente instalações e componentes que possam interferir na operação. Equipamentos e pessoas não devem permanecer sob elementos sujeitos a desprendimento.
Não remova escoras, apoios, vigas ou pilares por conveniência de circulação. Se aparecerem trincas novas, deslocamentos, ruídos anormais ou deformações, interrompa a demolição, afaste as pessoas e reavalie a estabilidade.
Nota técnica: A NR-18, item 18.7.1, estabelece requisitos para o Plano de Demolição, elaborado e implementado sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.
3. Escolha o equipamento conforme a peça e o local
Para pequenos trechos, podem ser utilizados marteletes rompedores elétricos ou pneumáticos. Em áreas abertas e volumes maiores, escavadeiras com martelo hidráulico, conhecido como picão, podem aumentar a produtividade. Também existem métodos de corte controlado, como serras diamantadas e perfuração, que ajudam a delimitar trechos e reduzir vibrações em situações específicas.
O segredo é não escolher a ferramenta apenas pela potência. Marteletes muito pesados podem transmitir vibrações indesejadas à estrutura remanescente e dificultar o trabalho em ambientes estreitos. Equipamentos mecanizados exigem espaço, condições de apoio e distância segura de pessoas e construções vizinhas.
O corte com disco ou serra gera poeira mineral e pode produzir fragmentos projetados. Quando tecnicamente compatível, utilize equipamentos com controle de poeira na fonte, como corte úmido ou aspiração apropriada. Não improvise água em ferramentas elétricas. A seleção de proteção respiratória, ocular, auditiva e demais medidas deve considerar a exposição real.
4. Cuidado com o peso dos blocos e com as armaduras
O concreto é pesado: como ordem de grandeza, 1 m³ de concreto armado pode pesar cerca de 2.500 kg. Um fragmento aparentemente pequeno, de 50 × 50 × 20 cm, representa aproximadamente 125 kg. São valores ilustrativos, que ajudam a perceber por que não se deve tentar segurar manualmente um pedaço prestes a se desprender.
Antes de separar um bloco, deve existir um meio seguro de sustentá-lo e retirá-lo. O corte das armaduras só pode ocorrer na sequência prevista, depois de controlada a estabilidade do trecho. Barras expostas apresentam risco de cortes e perfurações; pontas devem receber proteção adequada, e as áreas perigosas precisam permanecer isoladas.
Não utilize a própria armadura exposta como ponto improvisado de içamento. Quando houver movimentação suspensa de fragmentos, os acessórios e pontos de pega precisam ser compatíveis com as cargas.
5. Entulho sobre lajes pode ser uma sobrecarga perigosa
Durante a demolição, o material deve ser removido continuamente. Não acumule pilhas de concreto sobre lajes existentes sem verificar sua capacidade. A concentração de entulho pode criar cargas superiores às previstas para o uso normal do pavimento.
Planeje previamente a rota de retirada, a posição das caçambas e os meios de transporte. Em pavimentos superiores, podem ser necessários dutos apropriados, equipamentos de movimentação ou sistemas de içamento. Nunca lance fragmentos livremente por janelas ou bordas da construção.
O concreto pode seguir para instalações licenciadas de reciclagem de resíduos da construção civil, e o aço separado pode ser encaminhado à reciclagem. A destinação deve considerar a classificação do resíduo e as exigências locais.
6. Proteja as instalações e os acabamentos preservados
Antes de romper o concreto, identifique possíveis eletrodutos, cabos, tubos de água, esgoto, gás e outras instalações embutidas. Consulte desenhos existentes, faça inspeções e utilize métodos de localização apropriados quando necessário. Detectores não identificam todas as instalações nem substituem a conferência cuidadosa.
Proteja pisos, portas, esquadrias e paredes que permanecerão. Placas resistentes e barreiras de contenção podem ser necessárias para impedir danos por impactos e projeção de fragmentos. Papelão ou lona fina ajudam contra sujeira e riscos leves, mas não protegem um porcelanato contra a queda de um bloco de concreto.
Em reformas ocupadas, separe fisicamente a área de demolição das demais atividades, controle poeira e ruído e impeça a circulação de pessoas não envolvidas no serviço.
7. Segurança e conferência final
O serviço pode envolver queda de fragmentos, ruído intenso, vibração, poeira respirável, projeção de partículas e trabalho em altura. Além de equipamentos de proteção individual adequados, são essenciais isolamento da área, controle da poeira, acessos seguros e proteção contra quedas. EPI não substitui escoramento nem impede o colapso de uma peça estrutural.
Ao concluir, confira se foram removidos os fragmentos instáveis, se não restaram barras cortantes expostas e se as estruturas preservadas apresentam trincas ou deformações novas. Verifique também eventuais danos a instalações e a limpeza do ambiente antes de liberar a etapa seguinte.
Dica de fiscalização: fotografe a estrutura antes, durante e depois da demolição. Registre os escoramentos, os limites do trecho removido e o estado das peças que permaneceram. Essas imagens ajudam a esclarecer dúvidas em etapas posteriores da reforma.
Resumo — os segredos da demolição
- Identifique se a peça é um piso sobre o solo ou parte da estrutura resistente da edificação.
- Defina a sequência de remoção e os escoramentos antes de começar.
- Não deixe fragmentos pesados pendurados pelas armaduras.
- Escolha ferramentas considerando vibração, poeira, acesso e preservação das estruturas vizinhas.
- Não acumule entulho sobre lajes nem improvise o içamento de blocos de concreto.
- Localize instalações embutidas e proteja os acabamentos que permanecerão.
- Interrompa o serviço diante de sinais de instabilidade e confira a estrutura remanescente antes de liberar a área.
Na demolição de concreto armado, a produtividade começa com um plano de retirada bem definido. Romper rápido não adianta se a operação provocar danos, sobrecargas ou riscos que poderiam ter sido evitados.
Referências Técnicas (3)
Lista de Compras e Mão de Obra
Nada a mostrar por enquanto ...
Ferramentas & EPIs para este serviço
Nada a mostrar por enquanto ...
Nota ao Usuário
As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.
Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).
Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.
O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.