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Dicas do Mestre

Broca Manual com diâmetro de 25cm

Broca Manual com diâmetro de 25cm

A fundação executada com trado manual de 25 cm — popularmente conhecida como “broca manual” — é uma solução bastante utilizada em obras de pequeno porte no Brasil, especialmente para elementos estruturais leves, como muros divisórios, pequenas edificações térreas e ampliações residenciais. Trata-se de uma fundação profunda, que pode chegar até ± 6 metros de profundidade, dependendo das condições do terreno e do esforço disponível da equipe.

O processo consiste na perfuração do solo com um trado helicoidal metálico de 25 cm de diâmetro, comercializado originalmente com cerca de 1 metro de comprimento. Para atingir profundidades maiores, utilizam-se extensões adicionais, acopladas ao trado por meio de grifos (duas chaves do tipo “grifo” que travam os tubos com segurança). A operação normalmente exige o trabalho coordenado de dois serventes, que giram o equipamento manualmente, retiram a terra da cavidade e continuam aprofundando o furo.

Apesar de sua praticidade e baixo custo operacional, o uso do trado manual é limitado pela compacidade e natureza do solo. Em terrenos muito rígidos, compostos por argila dura, camada de cascalho, ou solos com rochas em decomposição; a perfuração torna-se extremamente difícil e muitas vezes inviável. Outro ponto crítico é a presença de lençol freático: quando a água é atingida, existe grande risco de o furo fechar ou colapsar, impossibilitando a concretagem. Nesses casos, deve-se adotar outro tipo de fundação, como a Estaca Strauss, que permite revestimento temporário e execução mais segura em solos saturados.

É fundamental ressaltar que nenhum serviço de fundação deve ser executado sem projeto técnico. O cálculo da profundidade, do diâmetro da estaca, do tipo de armadura e da carga admissível deve ser realizado por um engenheiro civil ou geotécnico, com base nos resultados da sondagem do solo (SPT). Esse profissional também definirá o comprimento necessário para alcançar camadas mais rígidas do subsolo, garantindo segurança à estrutura da edificação.

Após concluída a perfuração, o furo é preenchido com concreto simples, e na parte superior da estaca instala-se a armadura de ligação, que fará a conexão entre a estaca com o bloco de coroamento da fundação. A concretagem deve parar exatamente na cota indicada em projeto; caso ultrapasse esse nível, será necessário demolir o excesso de concreto para possibilitar a correta execução dos blocos da fundação.

Quando a concretagem não puder ser realizada imediatamente após a perfuração, o furo deve ser protegido de forma adequada, normalmente com o uso de tábuas de madeira, cercas improvisadas ou tampa rígida fixada sobre a abertura. Essa proteção evita que ferramentas, pedaços de terra solta ou detritos caiam dentro da estaca, comprometendo sua integridade e dificultando a concretagem posterior. Mais importante ainda, trata-se de uma medida essencial de segurança no canteiro de obras: um furo aberto e desprotegido representa risco grave de acidentes, podendo levar um operário a torcer o tornozelo, sofrer fraturas na perna ou até mesmo queda mais séria ao pisar inadvertidamente sobre a abertura. A sinalização visual ao redor do local também é recomendada, reforçando a prevenção de incidentes.

É importante destacar que não existe, nas Normas Brasileiras, um valor fixo de carga admissível para estacas executadas com trado manual. A NBR 6122:2019 — Projeto e Execução de Fundações determina apenas os critérios de dimensionamento, exigindo que a capacidade de carga seja calculada caso a caso por um engenheiro.


Observações adicionais

  • Trata-se de um método de baixo custo, mas que demanda grande esforço físico dos operários e tempo de execução quando comparado à perfuração mecanizada.
  • A carga admissível da estaca depende de vários fatores e deve sempre ser definida por um engenheiro.
  • Este tipo de fundação é indicado para construções leves; edificações maiores exigem fundações mais robustas e dimensionadas adequadamente.
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Nota ao Usuário

As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.

Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).

Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.

O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.

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