Índices de custo da construção

Calcule a estimativa de custo de sua obra utilizando o índice CUB/m² do seu Estado. Informe a área construída e o padrão de acabamento da obra.

Calculadora (CUB/m²)

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Dicas do Mestre

O que significam os padrões de acabamento

Os padrões (baixo, médio/normal e alto) não dependem apenas do “acabamento final”, mas do conjunto de escolhas de materiais e soluções construtivas adotadas ao longo da obra.

Padrão baixo

  • Materiais econômicos: tijolo “baianinho”, telha de fibrocimento, esquadrias simples em ferro, chuveiro elétrico, pisos, azulejos, louças e metais sanitários de baixo custo.
  • Soluções construtivas simples: fundação rasa em condições favoráveis, sem laje de forro, sem subsolo, telhas leves, janelas de tamanho reduzido, sem soleira/peitoril nas janelas, pouca variação de níveis.

Padrão médio (ou normal)

  • Materiais intermediários: blocos de concreto, telha metálica ou cerâmica, esquadrias em alumínio ou madeira, chuveiro elétrico, soleiras em granito, porcelanatos menores e cerâmicas de custo intermediário, uso comedido de materiais nobres (mármores, granitos e pedras naturais).
  • Soluções usuais: fundação rasa ou profunda conforme necessidade, eventualmente com garagem no subsolo, com laje de forro, cobertura embutida, arquitetura residencial tradicional.

Padrão alto

  • Materiais superiores: lajes impermeabilizadas, esquadrias em alumínio premium ou PVC, aquecimento central (boiler), soleiras e peitoris em granito, revestimentos nobres como porcelanatos grandes, pastilhas, mármores, granitos e pedras naturais.
  • Maior complexidade: vãos maiores, balanços/terraços, mezaninos, pé-direito duplo, janelas amplas, concreto aparente, garagem no subsolo, laje de forro, cobertura embutida, serviços que exigem mão de obra especializada.


Por que o Mestre de Obras pede a quantidade de banheiros?

O custo para construir uma sala ou um quarto é significativamente menor do que o custo para construir um banheiro. Isso ocorre porque banheiros exigem uma série de serviços e instalações que não existem em ambientes secos, como salas e dormitórios.

Entre os principais itens exclusivos ou mais intensivos nos banheiros, podemos citar:

  • Execução de laje rebaixada ou rebaixamento de piso;
  • Impermeabilização completa do piso e, em alguns casos, das paredes;
  • Instalações de esgoto (tubulações, ralos, caixas sifonadas);
  • Instalações de água fria e, eventualmente, de água quente;
  • Pontos elétricos de maior potência, como o chuveiro elétrico, com cabos de maior bitola e disjuntor dedicado;
  • Instalação de registros do tipo gaveta e de pressão;
  • Revestimento das paredes em azulejo;
  • Instalação de louças e metais sanitários.

Cozinhas e áreas de serviço também apresentam custo por metro quadrado superior ao de salas e quartos, pois são consideradas áreas molhadas. No entanto, esse custo adicional é menor do que o observado nos banheiros.

Em termos práticos, essas características fazem com que o custo por metro quadrado de uma cozinha ou área de serviço seja aproximadamente o dobro do custo de uma sala, enquanto o custo por metro quadrado de um banheiro pode chegar a ser cerca de três vezes maior.

Outro dado relevante é que, em projetos residenciais com arquitetura tradicional no Brasil, a área destinada aos banheiros costuma representar entre 5% e 8% da área construída total, independentemente do padrão de acabamento. Veja alguns exemplos:

  • Casa de 50 m², com 1 quarto e 1 banheiro de 2,50 m²: taxa aproximada de 5%;
  • Casa de 75 m², com 2 quartos e 2 banheiros de 2,50 m²: taxa aproximada de 6,6%;
  • Casa de 200 m², com 4 quartos e 5 banheiros de 3,00 m²: taxa aproximada de 7,5%.

Com base nesses dados, o Mestre de Obra aplica um fator de ajuste na estimativa de custo de construção sempre que a área total de banheiros do projeto ultrapassa o padrão tradicional da arquitetura residencial, ajustando o valor calculado a partir do índice CUB.

Por fim, é importante observar que, caso o seu projeto consista em construir uma área composta majoritariamente ou exclusivamente por banheiros — como em uma reforma de academia de ginástica, por exemplo — os índices de custo baseados no CUB não são adequados para estimar o custo real da obra, sendo necessária uma metodologia de orçamento específica.


O que é “área construída” ?

A área que deve ser utilizada no cálculo com índices de custo de construção é a "área construída" do imóvel. Esta área inclui toda área coberta, áreas parcialmente fechadas como garagens, terraços e varandas. Área entre a laje de forro e a cobertura não é considerada área construída se não possuir características de habitáveis, uso previsto apenas para abrigar reservatórios de água

As prefeituras e algumas normas, tratam “área construída” de formas diferentes. Em geral, para fins de aprovação de projeto, a maioria das prefeituras considera “área construída” as áreas cobertas de uma edificação, e frequentemente tratam piscina como área construída, mesmo sendo descoberta.



Como funciona a estimativa de custos de obra por índices?

Para estimar custo de construção por índice, multiplicamos a "área construída" do imovel pelo índice CUB. O problema é que nem todos os serviços da obra são proporcionais a "área construída", de forma que alguns serviços precisam ser orçados à parte e somados ao custo calculado pelo índice. Por exemplo, os serviços executados em áreas externas, muros divisórios, obras de terraplenagem (custo depende do volume envolvido na movimentação de terra), fundações (custo depende da resistência solo), calçadas, projetos, estudos preliminares, canteiro de obras etc.

Esquecer desse detalhe é um erro frequente em pessoas que não atuam diretamente na área de orçamentos de construção civil. Importante ter ciência que o custo calculado através de índices representam apenas uma parte dos custos totais de uma obra. Veja um exemplo prático, porque a mesma obra com 100m² podem custar muito diferente:

  • Obra 1: Casa térrea de 100m² | Terreno praticamente plano | Lote de 5m × 25m (125m²)
  • Obra 2: Casa térrea de 100m² | Terreno com grande aclive (30%>) | Lote de 20m × 50m (1.000m²)

Apesar da mesma área construída, a Obra 2 tende a ficar mais cara porque inclui custos não proporcionais à área da casa: terraplenagem (cortes/aterros), taludes e drenagem, possível muro de contenção, maior perímetro e extensão de muros divisórios (com fundação/alvenaria/revestimento/pintura), e muito mais área externa a tratar (grama, calçadas, acessos).



Por que não utilizamos os índices do SINAPI?

Este índice é usado como referência em obras públicas. Na prática, ele pode não refletir bem os custos de uma obra residencial privada (premissas de contratação, exigências e custos indiretos muitas vezes diferentes do mercado particular). Por isso, para o público típico do Mestre de Obra, o CUB/m² tende a ser um ponto de partida mais natural — desde que você some aos custos os serviços "fora do índice" e aplique ajustes quando necessário.



Nota sobre desoneração

Os índices desta página utilizam valores sem desoneração da folha de pagamento. A “desoneração” é um benefício fiscal que depende do regime tributário e do enquadramento da empresa construtora (não se aplica de forma uniforme às obras privadas e nem sempre é repassado integralmente ao contratante). Para evitar subestimativas e manter uma referência mais segura ao usuário, o Mestre de Obra adota os valores sem desoneração.

Nota específica – Santa Catarina (SC): No momento, o Sinduscon-SC disponibiliza para download público somente o CUB/m² com desoneração da folha, além de tabelas por norma (ex.: “Norma 2006” e “Norma 1999”). É importante entender que “norma” não é o mesmo que “desoneração”: a norma se refere à metodologia de cálculo, enquanto a desoneração é um tratamento tributário da mão de obra. Para manter coerência com os demais estados e evitar subestimativas no custo de obras privadas, o Mestre de Obra utiliza o valor divulgado para SC e aplica um fator de correção de +10% na estimativa (ajuste técnico conservador), informado de forma transparente ao usuário.

Nota específica – Rio Grande do Sul (RS): Os valores de CUB/m² divulgados pelo Sinduscon-RS não informam explicitamente se consideram a desoneração da folha de pagamento. Na ausência dessa informação, não é possível afirmar com segurança o regime tributário adotado na composição dos custos. Para manter coerência metodológica com os demais estados e evitar subestimativas em obras privadas, o Mestre de Obra adota um fator de correção técnico conservador de +10% na estimativa de custo para o RS, informado de forma transparente ao usuário.



Por que alguns Sinduscons atrasam a publicação do CUB:

A divulgação mensal do CUB/m² depende de um processo técnico que envolve coleta de preços de materiais, apuração de custos de mão de obra, consolidação estatística e validação interna pelos sindicatos da construção civil.

Em alguns estados, esse processo pode ser impactado por fatores como prazos diferentes de coleta junto aos fornecedores, revisões metodológicas, reprocessamento de dados, períodos de recesso, mudanças administrativas ou simplesmente pelo calendário interno de publicação de cada sindicato.

Por esse motivo, nem todos os Sinduscons divulgam os índices no mesmo momento, sendo comum que, em determinados meses, o dado mais recente disponível ainda seja o do mês anterior.

O Mestre de Obra utiliza sempre o último índice oficialmente publicado, informando de forma transparente a referência de mês e ano utilizada em cada estimativa.


Dados interessantes para ajudar no pré-dimensionamento da obra

Clique nos itens para ver a resposta.

Qual o consumo estimado de concreto para minha obra?

Estrutura convencional em concreto armado, com vãos entre pilares de 3 a 4m, consome em média 0,18 m³ por 1 m² de área construída.

Exemplo: 100m² → aproximadamente 18m³ de concreto.

Qual a taxa média de armadura (aço) em estruturas de concreto?

Uma faixa comum para superestrutura (pilares, vigas e lajes) é 70 a 100 kg de aço por m³ de concreto.

Quantos m² de formas são usados por m³ de concreto?

Em estrutura convencional, cada 1 m³ de concreto pode demandar em torno de 12 m² de formas.

Quanto aço consome uma cobertura metálica treliçada leve?

Para coberturas leves com treliças metálicas: 15 a 20 kg/m² (depende de vãos, cargas e detalhamento).

Quanto aço consome um mezanino/plataforma metálica?

Para sobrecarga em torno de 200 kgf/m²: faixa típica 25 a 30 kg/m².

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