Remoção de contrapiso em concreto
A remoção de contrapiso em concreto é um serviço menos frequente em reformas, pois na maioria dos casos se remove apenas o revestimento superficial (cerâmica, piso vinílico, madeira ou pedra), preservando-se o contrapiso existente. No entanto, podem existir patologias na edificação que exigem a demolição parcial ou total do contrapiso, como recalques do solo, afundamentos localizados, rompimento de tubulações enterradas, vazamentos em redes antigas ou necessidade de acessar instalações subterrâneas para substituição ou ampliação.
Por se tratar de um material resistente — normalmente executado em concreto magro — a remoção deve ser realizada com ferramental apropriado. O método mais eficiente é o uso de rompedores elétricos ou pneumáticos, equipados com ponteira ou talhadeira. Em áreas pequenas, a execução é relativamente rápida, mas em grandes ambientes ou quando o contrapiso apresenta elevada espessura, o processo pode ser mais demorado e exigir maior esforço físico da equipe.
Durante a execução, é essencial planejar o serviço para evitar danos a estruturas adjacentes ou instalações embutidas. Em residências e edifícios comerciais, a maioria dos contrapisos não possui armadura, mas existem casos com telas metálicas ou vergalhões. Nessas situações, além do rompedor, será necessária uma lixadeira elétrica para o corte seguro das barras de aço.
A remoção do material deve ser feita com atenção ao peso do entulho. Nunca se deve acumular grandes quantidades sobre lajes, pois isso gera risco de sobrecarga e colapso. O ideal é que o entulho seja removido continuamente, armazenado em sacos resistentes ou depositado diretamente em uma caçamba estacionária, evitando também a dispersão de poeira pelo ambiente.
O destino final dos resíduos deve obedecer às normas de descarte de resíduos da construção civil. O material é classificado como resíduo Classe A, devendo ser encaminhado a bota-fora autorizado ou empresa transportadora regularizada. Jamais deve ser descartado em áreas irregulares ou vias públicas.
Assim como em todo serviço de demolição, a equipe deve receber orientações claras sobre quais elementos devem ser preservados, como tubulações reaproveitáveis, portas, esquadrias ou pisos próximos à área de intervenção. O operador do rompedor deve ter experiência para evitar danos à áreas adjacentes ou escavação excessiva, o que pode gerar retrabalho e elevar o custo da obra.
Observações adicionais:
- Antes da demolição, identifique a profundidade do contrapiso e a existência de tubulações com o auxílio de projeto ou detector eletrônico.
- Quando o contrapiso for reaplicado após a intervenção, recomenda-se verificar a compactação do solo para evitar novos afundamentos.